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Archive for maio \14\UTC 2008

Dante Delmanto é um ícone da advocacia criminal brasileira, tendo como filho o também ilustre e saudoso jurista Celso Delmanto. Dizer mais é dispensável. E é exatamente pela notoriedade do sobrenome de Dante que seu livro “Defesas que fiz no júri” foi uma bela surpresa, perdida em meio a muitos livros mais técnicos e volumosos, em uma estante de “Direito Penal”. Obra de leitura leve e límpida, ela acaba sendo deveras acessível, principalmente aos que não são íntimos ao mundo do Direito.

A satisfatória experiência de longos anos de Delmanto é a matéria prima deste surpreendente livro. Como é dito na própria apresentação, escrita a 22 mãos amigas do querido mestre, meio século de apaixonada atuação no júri é privilégio de poucos.

Como o próprio nome da obra já antecipa, são trazidos vários casos, cada um apresentado preliminarmente ao leitor, inclusive com menções de notícias e destaques jornalísticos, para, somente depois, mergulhar-se nas veredas do direito, sendo ainda, por vezes, necessário valer-se da alusão aos inafastáveis conhecimentos científicos da perícia e da psicologia. É interessante saborear os deslindes e a solução de todos os casos, sendo praticamente impossível não curvar-se diante da sagacidade de Dante Delmanto em muitos dos episódios.

Até mesmo os menos inclinados às seduções do Direito Penal não conseguem resistir à beleza deste livro, que é uma prova de essencialidade da realização de justiça nesta espinhosa área da ciência jurídica. Mesmo diante da extrema crueldade de alguns casos, somos obrigados a compreender a necessidade do exercício do direito de defesa e a concretização dos ideais de justeza.

A sétima edição de “Defesas que fiz no júri”, que aproveita o ensejo e celebra o Centenário de nascimento do autor, sucede seis edições esgotadas e que atestam a excelência da obra.

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Depois de ler “Eu sou a lenda” (I am legend – 1954), de Richard Matheson, fica fácil entender porque a sua fiel legião de fãs é tão descontente com as adaptações cinematográficas desta obra já feitas até o presente.

A versão homônima, de 2007, dirigida por Francis Lawrence e estrelada por Will Smith, foi precedida por “The Last Man on Earth” de 1964 (com Vincent Price e com o título em português de “Mortos que matam”) e “The Omega Man” de 1971 (com a atuação do inigualável Charlton Heston, cujo título em português é “A última esperança da Terra”).

As duas películas mais recentes pecam ao colocarem de lado, quase integralmente, o enredo e os fatos mais relevantes do livro, o que acaba retirando um considerável potencial que os mesmos poderiam atingir caso atentassem à fidelidade. Já o mais antigo dos três, mesmo sendo o mais fiel à obra de Matheson, é uma produção limitada e pouco divertida, mesmo considerados os padrões da época.

No livro somos apresentados a Robert Neville, um homem que transformou sua casa em uma “fortaleza”, onde ele passa suas insólitas noites isolado, perambulando durante o dia e tentando sobreviver em um mundo onde ele parece ser o último de sua raça, cercado por criaturas que foram afetadas por uma misteriosa doença, que transformou todos, mortos ou vivos, em uma espécie de vampiros. A narrativa é brilhantemente estruturada em doses, mantidas em um ritmo soturno de intenso suspense até a última página.

O escritor e roteirista americano é considerado fonte de inspiração máxima por inúmeros escritores e entusiastas do gênero “horror fiction”, inclusive pelo mestre Stephen King, que chegou a dizer: “without Richard Matheson I wouldn’t be around.“.

O fato é que “Eu sou a lenda” redefiniu e popularizou um gênero que ficaria famoso nos anos seguintes com livros, filmes, histórias em quadrinhos e toda uma “cultura” sobre zumbis e uma espécie de novo-vampirismo, ligado à idéia de um apocalipse oriundo de causas biológicas.

Leitura bastante gratificante, ainda mais diante do meu inesgotável prazer em corroborar o que eu já sei – que o livro sempre é melhor que o filme.

O próximo na minha lista, neste quesito, é o livro “A guerra dos mundos”, de H. G. Wells.

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À primeira vista, mesmo para os olhares nada preconceituosos, podem parecer unicamente destinadas ao público infantil as aventuras de um jovem garoto que se descobre bruxo e passa a estudar na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts.

Porém, é seguro dizer que os livros da série Harry Potter estão muito além de um rótulo tão limitador e simplista. O dom da britânica Joanne Kathleen Rowling para contar histórias – de um modo prazeroso e envolvente – é tão brilhante quanto raro, ainda mais nestes tempos onde a mesmice parece ganhar cada vez mais terreno em vários campos das diversas artes.

O mundo de fantasias criado por esta talentosa escritora nos cativa de um modo viral logo nas primeiras páginas de “Harry Potter e a pedra filosofal”, sendo muito difícil não querer ter logo em mãos todos os próximos volumes.

Pode parecer um atraso falar deste livro após tanto tempo desde seu lançamento, mas é preciso compreender que muitos não gostam de ler grandes sucessos literários quando dos seus lançamentos, preferindo analisá-los longe do fervor das emoções que envolvem as discussões referentes a best-sellers.

Esta resenha não pode, nem poderia pretender ser, uma análise de toda a saga do jovem Potter, até mesmo porque o autor deste blog ainda não transpôs as barreiras do quarto volume da obra, de modo que a presente resenha é simbólica e provisória diante de todos os livros da série, apesar de apenas destacar o títutlo de “Harry Potter e a Pedra Filosofal”. Entretanto, é possível falar um pouco sobre a criadora de todos estes relatos fantásticos.

Expulsa de casa pelo marido após uma briga, Rowling teve que cuidar de sua primeira filha enquanto tentava reconstruir sua vida e enquanto vivia contando apenas com o seguro-desemprego. A feroz força de vontade da autora encontrou o precioso dom de contadora de histórias, fazendo nascer, na mesa de locais como coffee shops, em Edimburgo, “Harry Potter e a pedra filosofal“, o primeiro da série e, logo de cara, um sucesso mundial. Todavia, os rudimentos e principais personagens do seu primeiro livro já estavam sendo criados há alguns anos.

Longe de ser, como já se disse, uma leitura aprazível apenas ao público infanto-juvenil, os livros de Rowling sabem como apaixonar todos aqueles que admiram uma história muito bem contada.

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A primeira coisa que vi foi a luz. Penetrou-me pelas pálpebras, abriu caminho pelo sono com carícias e deslizou até o sonho. Não era como a luz da manhã que eu costumava ver, não era branca e fresca, mas sim dourada. Com os olhos entreabertos em frente a uma janela com grandes cortinas de tule, entrevejo as poltronas estampadas, uma mesa bamba, um espelho e um armário. Há um esboço mal pintado na parede de um bazar no qual sombras de mulheres com grandes xales pretos deslizam pelas ruelas lúgubres.

Estou em Bagdá!

A norueguesa Åsne Seierstad, mais conhecida por seu best-seller “O livreiro de Cabul”, também é autora de “101 dias em Bagdá”, obra jornalística na qual ela demonstra toda sua competência e experiência como correspondente de guerra. Åsne já havia participado da cobertura jornalística de confrontos na Sérvia e no Afeganistão, provendo informes e matérias para diversas agências de notícias do globo.

Além dos usuais relatos da própria guerra, este livro destaca-se pelos ricos detalhes da cultura e dos costumes iraquianos, e também pela exposição das dificuldades compartilhadas pelos jornalistas e civis durante as amargas privações e provações dos períodos bélicos. É dividido em três partes, que integram os fatos anteriores à invasão do exército americano, o período durante a ocupação e, por fim, as conseqüências e desfechos dos acontecimentos.

Alguns críticos consideram “101 dias em Bagdá” uma narração monótona e desinteressante, pelo fato de a autora, ao querer retratar a Bagdá anterior ao ataque dos americanos, ter esbarrado em iraquianos que não ousavam censurar os atos de Saddam Hussein e tampouco criticavam abertamente o regime instalado no país. Os doutrinados iraquianos se limitavam a repetir velhas frases de ordem e ódio aos norte-americanos e seus aliados, sempre as mesmas, e, obviamente, frases igualmente pré-elaboradas sobre seu endeusado líder.

Além disso, os tradutores da autora não ajudavam muito no trabalho de coleta de informações. Ora, mas será que, mesmo neste cenário negativo, o registro do silêncio de toda uma nação diante de uma opressão com ares de divina não merece realce? É possível sim surpreender-se – e muito – com a exposição do cotidiano de uma cidade e um povo, aterrorizados e desorientados tanto pelo incoerente e insano Hussein como pela iminência da invasão americana.

“101 dias em Bagdá” tem uma narrativa peculiar, fundada na lucidez da autora, que sabe ser cautelosa nos momentos mais dramáticos dos acontecimentos, sem, todavia, deixar de manter sua ousadia na maioria dos transtornos e perigos vivenciados.

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“Mas o Protocolo é ainda mais revelador. Com gélida precisão, Heydrich esclareceu que a morte dos judeus aptos ao trabalho estava programada. Eles seriam ou esmagados pelas condições de trabalho ou assassinados por terem sido resistentes o bastante para sobreviver a elas.”

Este livro do historiador e professor da Universidade de Southampton, Mark Roseman, expõe em todos os detalhes a negativamente famigerada Conferência de Wannsee. Certamente, a maior relevância desta obra é expor as misteriosas origens de um triste fato histórico, que muitos conhecem apenas em suas conseqüências, seguramente mais óbvias e notórias.

A reunião, envolvendo proeminentes membros do Partido Nazista, oficiais da SS e alguns funcionários civis de certa relevância, foi realizada às margens do lago Großer Wannsee, nos subúrbios de Berlin, em 20 de janeiro de 1942. Apesar de ter durado apenas noventa minutos, neste encontro foi possível expor as linhas mestras sobre as quais iria se desenrolar um dos mais cruéis genocídios da história da humanidade.

Das trinta cópias do Protocolo de Wannsee (ata, do alemão Protokoll), apenas uma sobreviveu ao fim da guerra e foi descoberta por assistentes de um promotor americano durante a coleta de documentos para o Julgamento de Nuremberg. E foi exatamente essa cópia, de número 16, que descortinou ao mundo a frieza que ilustraria o Nazismo para as gerações futuras.

Entre guloseimas, drinques e charutos, os descontraídos participantes da Conferência de Wannsee debateram aquilo que já havia sido feito com relação aos judeus até 1941, bem como discutiram o que já se denominava, àquele momento, de “solução final da questão judaica” (Endlösung der Judenfrage), esclarecendo alguns pontos controversos e ratificando tudo o quanto Hitler e Himmler já haviam determinado. A reunião era a ocasião para apresentar, aos diversos atores do staff nazista, os planos e diretrizes daquilo que viria a ser o holocausto dos judeus pelo nazismo. Na linguagem eufêmica do documento, debatia-se quanto à “evacuação” de judeus para o leste.

Os trabalhos naquele dia foram conduzidos por Reinhard Heydrich (foto ao acima), o jovem SS-Obergruppenführer (General da SS), de apenas 37 anos, mas que já era chefe do Reichssicherheitshauptamt (líder de um corpo que incluía a Gestapo, a polícia criminal nazista e a SD – Sicherheitsdienst), um dos capachos mais próximos de Himmler, mas que já havia saído da sombra deste. Ironicamente, Heydrich, que capitaneara a conferência e, com isso, havia angariado respeito e poder, morreria em um atentado em Praga, meses depois.

A densidade das informações pode entediar os leitores menos acostumados a livros históricos sobre temas velados, apenas vislumbráveis por dados documentais extremamente burocráticos, envolvendo muitos memorandos, comunicações, números, cálculos e disposições logísticas.

Mesmo assim, esta obra não deixa de ser uma leitura necessária a todos que queiram descobrir como os nazistas discutiram, esclareceram, planejaram e executaram a morte cruenta de seis milhões de judeus, além de ciganos, alemães opositores ao nazismo, e outras minorias.

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“Cochilei um pouco, uma meia hora talvez, e então despertei, assustado e desorientado, com uma força enorme pressionando o meu peito. Alguma coisa estava muito errada. Senti uma umidade gelada contra o rosto e um peso enorme me esmagava de tal forma que expulsava o ar dos meus pulmões. Após um instante de desorientação, entendi o que acontecera – uma avalanche havia descido a montanha e enchido a fuselagem de neve. Houve um momento de silêncio total, então ouvi um rangido lento, líquido, à medida que a neve solta se assentava sobre o próprio peso e se depositava ao meu redor como uma rocha. Tentei me mexer, mas meu corpo parecia estar envolto em concreto e não conseguia mover um dedo. Consegui algumas respirações curtas, mas logo a neve se amontoou na minha boca e nas minhas narinas e comecei a sufocar.”

No dia 13 de outubro de 1972, um avião da Força Aérea Uruguaia, transportando 45 pessoas, caiu na inóspita Cordilheira dos Andes. Entre os passageiros estavam os jogadores do time uruguaio de rugby “Old Christians”, alguns torcedores e familiares, que iam participar de uma partida amistosa na capital do Chile. Os terríveis e impressionantes acontecimentos vividos pelos sobreviventes foram narrados, pouco tempo depois, no chocante livro “Os sobreviventes: a tragédia dos Andes” (Alive: The Story of the Andes Survivors, 1974), do britânico Piers Paul Read, que fez muito sucesso e inspirou ainda o filme “Vivos” (Alive, 1993), do diretor Frank Marshall.

Em 2006, lançou-se “Milagre nos Andes”, co-escrito por um dos sobreviventes, Fernando Seler “Nando” Parrado, e o norte-americano Vince Rause.

Muitos poderiam questionar qual seria a aceitação de mais um livro sobre um fato já relatado, ainda mais como o foi no livro de Piers Paul Read, extremamente detalhista e fielmente baseado em relatos dos sobreviventes.

Vince Rause sentiu esta mesma dúvida ao ser convidado para co-escrever “Milagre nos Andes”, ainda mais com os auxílios de um sobrevivente, com incertos dotes de narrador, como ele pensou. Nos agradecimentos do livro ele mesmo relata com clareza este momento de insegurança, que apenas durou até a primeira conversa que teve com Nando Parrado.

O diferencial deste livro não reside apenas no fato de ele ser co-escrito por um dos sobreviventes, mas também em razão da singular visão de Nando Parrado que, com sua sensibilidade e angústias mais íntimas, levam o leitor a reflexões que vão desde os pensamentos mais tolos e desesperados até o extremo dos questionamentos sobre a existência de Deus. Todavia, é óbvio que um relato feito diretamente por um sobrevivente é mais vigoroso e, neste caso, acaba criando uma nova maneira de encarar todas as amarguras e dificuldades sofridas nos Andes, desde as providências tomadas imediatamente após a queda, passando pela agressividade climática nas montanhas, como também nas considerações sobre o uso do canibalismo como meio de sobrevivência e os sacrifícios na busca de ajuda.

Sem quaisquer exageros, logo após as primeiras páginas de “Milagre nos Andes” já é possível perceber se tratar de um daqueles livros que não serão largados até o seu fim.

Eis uma obra que acaba sendo uma feliz surpresa em meio às enfadonhas prateleiras de best-sellers e livros vendidos em supermercados.

Quem já conhece a história aterrorizante dos sobreviventes dos Andes deve conhecê-la por este novo prisma, mais sensível, emocional e profundo. Já quem nunca leu ou viu nada sobre o assunto, está mais do que na hora de recuperar o tempo perdido.

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“Na confissão, Smith dissera: ‘Não queria fazer mal. Me parecia um cavalheiro muito distinto. De fala macia. Até a hora de cortar o pescoço dele eu achava isso’ ”.

À época em que Truman Capote decidiu escrever “A sangue frio”, em 1959, ele já era um célebre escritor norte-americano, bastante conhecido por seus livros, contos e peças teatrais, muitos destes adaptados para o cinema e para a TV. Após finalizar e lançar “A sangue frio”, seis anos depois, ele seria mais reconhecido ainda.

Capote, bem relacionado na roda da fama de seu país, era popular por sua irreverência, seus trejeitos afeminados, sua voz extremamente aguda e um jeito extravagante de se vestir, além de inúmeros outros maneirismos bem característicos, que o tornaram uma figura notória e igualmente excêntrica. Entre suas obras, já se destacavam “Outras vozes, outros lugares” (Other voices, other rooms, 1948 ) e “Bonequinha de luxo” (Breakfast at Tiffany’s, 1958).

Em novembro de 1959, Capote ficou instigado ao ler jornais com as primeiras notícias sobre o brutal assassinato de quatro membros de uma tradicional família de fazendeiros de uma tranqüila cidade do estado do Kansas. Herb Clutter e sua esposa Bonnie, além de seus filhos Kenyon e Nancy (15 e 16 anos, respectivamente), haviam sido amarrados e mortos com tiros de espingarda na cabeça. Não havia qualquer pista sobre os assassinos e todo o caso era um abstruso mistério.

A revista “The New Yorker”, para a qual Truman trabalhava, o enviou para escrever um artigo detalhado sobre crime. Já no Kansas, ele logo pediu mais tempo e mais dinheiro, pois sentia ali o nascimento de um livro que seria, como ele mesmo já antevia, um enorme sucesso, um marco, um “romance de não ficção” (non-fiction novel) – como ele mesmo batizou. Para compor a obra, Capote entrevistou os concidadãos e amigos das vítimas, autoridades policiais e indivíduos de todos os locais por onde caça aos criminosos passou. Ao colecionar e encadear os detalhes e fatos na ordem em que foram sendo esclarecidos, o autor faz com que o leitor repita a frenética viagem feita por ele, em busca da verdade.

Ele estava certo e, com seu pioneirismo e aquela alcunha, acabou criando um gênero literário.

Este livro de Capote acabou se firmando como um indiscutível marco na literatura mundial e na história do jornalismo investigativo. Unindo a objetividade dos textos jornalísticos com as vicissitudes de uma narrativa romancista, “A sangue frio” consegue ser uma longa reportagem, mas que pode perfeitamente ser lida como um excelente romance, trazendo ainda valiosas reflexões sobre a pena de morte.

Fruto de seis anos de extenuante trabalho, eis uma obra forte, real ao extremo e religiosamente fiel aos fatos em todos os seus detalhes, narrados com uma concatenação capaz de afetar profundamente mesmo os mais impassíveis leitores. Um clássico da literatura mundial.

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